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Puerpério Pós-Parto

Puerpério Pós-Parto

Puerpério Pós-Parto

Puerpério Pós-Parto

O puerpério é o período que se inicia imediatamente após o parto e dura 6 semanas (45 dias). É nesse intervalo de tempo que ocorre a involução uterina ao seu tamanho normal; colo uterino e canal vaginal voltam também às suas dimensões de antes do parto. Enfim, acontece o retorno de todo o trato reprodutor ao estado de não-gestação. São mudanças estimuladas por oscilações hormonais que regulam todo o metabolismo da mulher. Logo no primeiro momento há a redução de 5-6 kg de peso corporal devido ao esvaziamento uterino e perda sanguínea.

Este é um período de observação e atenção não só com o recém-nascido, mas também com a mulher, que pode apresentar várias anormalidades. As principais complicações são trombose, infecção, hemorragia, ingurgitamento mamário e depressão. Entre os cuidados mais importantes: levantar precoce para prevenir tromboses; limpeza das feridas cirúrgicas com soluções antissépticas; limpeza dos mamilos antes e após a amamentação com sabonete suave e hidratação frequente para evitar fissuras.

A dieta é semelhante ao pré-natal, acrescida de proteínas e maior valor calórico (que é exigido da mulher na amamentação). Exercícios físicos e atividade sexual podem ser restabelecidos após 30 dias decorridos do parto. Durante esses 30 dias iniciais, o uso da cinta pós-parto e massagens
de leve intensidade podem ser benéficas e ajudar na reabsorção de líquidos.

As mamas, por sua vez, vêm sendo preparadas durante toda a gestação para esse momento. Elas sofrem alterações anatômicas e fisiológicas para cumprir sua função que é de nutrição do recém-nascido e transferência de anticorpos maternos. A mulher deve ser orientada sobre os benefícios e estimulada a amamentar, pois essa prática diminui os riscos de infecções neonatais e de alergias alimentares do recém-nascido.

A depressão pós-parto é um assunto bastante importante, mas muitas vezes deixado de lado. É um período de maior vulnerabilidade para a mulher. Os medos durante a gestação e puerpério, desconforto físico depois do parto e a dificuldade de dormir nesse período; a insegurança de cuidar de um recém-nascido, mudanças hormonais e o receio de se tornar menos atraente para o marido são os principais fatores que justificam as alterações de humor. Existem 3 categorias: melancolia; psicose pós-parto e depressão pós-parto. A melancolia pode atingir 50-80% das mulheres e é a forma mais branda. A psicose é uma condição mais rara e grave, passível de internação; atinge 0,1 – 0,2 % da população. A depressão pós-parto pode atingir até 16% das mulheres e aparece nas primeiras semanas pós-parto. Sintomas persistentes acima de 10 dias, devem ser tratados com suporte psicológico e medicação antidepressiva.

É importante esse esclarecimento porque muitas mulheres podem não verbalizar seus sentimentos por culpa. Na verdade, elas não devem ser criticadas e sim amparadas por familiares e amigos nessa etapa que não é nada fácil.

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