Sangramento Durante a Gravidez
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Colestase Infra-hepática da Gravidez

Colestase Infra-hepática

Colestase Infra-hepática

Colestase Infra-hepática da Gravidez

Existem algumas doenças gastrointestinais que apresentam sintomas dermatológicos. A Colestase intra-hepática da gravidez (ICP) é uma delas. É um tipo reversível de colestase hormonalmente influenciado e freqüentemente se desenvolve no final da gravidez em indivíduos geneticamente predispostos.

É a doença do fígado mais comumente relacionada com a gravidez. É caracterizada por prurido (coceira) generalizado, muitas vezes começando nas palmas das mãos e solas dos pés, com extensão para o tronco e face; sem outras manifestações cutâneas (como manchas ou bolhas). Na maioria das vezes apresenta-se de início tardio; no segundo ou terceiro trimestre da gravidez. Indivíduos afetados tem um defeito que envolve a excreção de sais biliares, que são substâncias químicas produzidas no fígado e que ajudam na digestão. Isso leva a um aumento dos ácidos biliares no soro e estes são depositados no interior da pele, causando prurido intenso.

Além disso, a deficiência de sais biliares causa uma má absorção das gorduras podendo causar perda de gordura nas fezes (esteatorréia) e deficiência de vitamina K, levando a hemorragia (a vitamina K é lipossolúvel, ou seja, depende das gorduras para ser absorvida e armazenada). Cerca de 1% das gestações nos EUA são afetados por esta condição. A causa da ICP é desconhecida, mas é provavelmente multifatorial com envolvimento genético, hormonal e ambiental. Uma avaliação cuidadosa à procura de um histórico familiar de ICP ou cálculos biliares; ou colestase com uso de contraceptivos é importante para o diagnóstico de grupos de risco. Entre outros fatores de risco, tem-se a idade materna avançada e multiparidade. Além disso, as mulheres com gestações gemelares são cinco vezes mais propensas a desenvolver ICP do que as mulheres com gestação única.

O diagnóstico é baseado no exame físico e achados laboratoriais; e nesse caso (ICP) é um diagnóstico de exclusão. Icterícia (pele e olhos amarelados), níveis de ácidos biliares no soro, testes de função hepática (TGO e TGP), GamaGT, testes de coagulação sanguínea. Uma vez que o diagnóstico de ICP é feito, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. Muitos fármacos têm sido utilizados no tratamento da colestase intra-hepática da gravidez (ICP). Estes incluem fenobarbital, hidroxizina, glutationa, colestiramina e dexametasona. Todos estes agentes mostraram um benefício clínico limitado , mas também tem efeitos adversos significativos. O ácido ursodesoxicólico (UDCA) permanece a droga de escolha para o tratamento de ICP; pois melhora os sintomas clínicos e os parâmetros do fígado, em uma série de doenças do fígado colestáticas. O mecanismo de UDCA é Resultados maternos para os pacientes diagnosticados com ICP são bons, com poucas sequelas a longo prazo. No entanto, os resultados fetais podem ser devastadores.

O risco de morte fetal pode variar de 2-11%, além da taxa de prematuridade elevada. Assim, o reconhecimento precoce, tratamento e resolução da gestação, quando houver maturidade fetal confirmada, são imperativos. As gestantes com ICP devem ser avaliadas duas vezes por semana com testes de vitalidade fetal (perfil biofísico fetal, Doppler da artéria umbilical).

Entre os diagnósticos diferenciais temos esteatose hepática aguda; colelitíase; dermatites; hepatites; pré-eclâmpsia. A taxa de recorrência para ICP é de 45-70%. Em pacientes com história de ICP, contraceptivos orais contendo estrogênio devem ser usados com cautela e na menor dose possível. Estrogénio exógeno nestes pacientes pode conduzir a colestase fora da gravidez. Por outro lado, os doentes que apresentam colestase com o uso de anticoncepcionais orais devem ser avaliados para o ICP, durante a gravidez. Para todos os pacientes com ICP, os níveis de ácidos biliares séricos e testes de função hepática devem ser acompanhados de 3-6 meses após o parto. Se os níveis de ácidos biliares permanecem elevados no pós-parto de 6 meses, uma avaliação mais aprofundada é indicada para descartar uma doença genética subjacente ou doença hepática crônica.

Dra Denise Vasconcelos

GinecologiaObstetrícia e Cirurgia Ginecologia em Fortaleza. DrDenise Vasconcelos – Ginecologia Fortaleza.

Dra Denise Vasconcelos
Dra Denise Vasconcelos
Dra Denise Vasconcelos - Renomada Ginecologista e Obstetra, graduada pela em Medicina UPE, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia MEAC/UFC. Com título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO. Treinamento e Aperfeiçoamento em Endoscopia Ginecológica – Videocirurgia em Brasília/ DF; Histeroscopia Cirúrgica com Ressectoscópio em São Paulo/SP. Treinamento/ Aperfeiçoamento em Ultrassonografia – Medicina Interna/ Mama e Tireóide/ Ginecologia e Obstetrícia.

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